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História da Economia Solidária
O QUE É ECONOMIA SOLIDÁRIA?
Muitos consumidores ainda enxergam na economia solidária apenas um meio encontrado por produtores
de baixa renda ou desempregados para sobreviver. Com essa visão, a tendência é acreditar que adquirir
produtos provenientes de cooperativas, associações, empresas autogestionárias e feiras de troca não
passa de um pouco de caridade.
O que pouca gente sabe é que a economia solidária vai muito além da geração de renda e traz propostas
de mudanças nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Cooperação, não competição, preservação
dos recursos naturais, não exploração dos trabalhadores, igualdade de poder na tomada de decisões na
empresa e responsabilidade com a comunidade local onde o empreendimento está inserido são princípios
que norteiam essa prática.
A economia solidária surgiu como movimento social na Inglaterra, durante o século 19, como forma de
resistência - por parte da população socialmente excluída - ao crescimento desenfreado do capitalismo
industrial. No Brasil, o movimento só ganhou força no final do século passado, mas tem crescido
consideravelmente nos últimos anos e já faz do país uma referência internacional no assunto.
Segundo Ana Lúcia Cortegoso, membro da coordenação colegiada da INCOOP - Incubadora Regional
de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos, as formas de organização solidária
possuem um papel importante para a população que tem dificuldade de acesso às
condições impostas pelo mercado.
Sempre que o movimento de economia solidária se reúne, fica claro que a intenção é realizar uma
transformação social, questionando a forma como a economia está organizada e propondo outra
maneira de promover o desenvolvimento, com menos concentração de renda e melhor distribuição
da riqueza , esclarece Daniel Tygel, secretário executivo do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária.
Ele diz que, muitas vezes, a motivação para se criar essas organizações solidárias realmente surge
como uma estratégia de sobrevivência por parte dos trabalhadores. Mas, depois que se articulam,
a iniciativa acaba ganhando uma dimensão organizativa mais ampla e um aspecto de movimento social.
Se esses conceitos soam como um retrocesso na maneira de a sociedade se organizar, voltando aos
tempos primitivos do coletivismo ou novamente apregoando o que as bandeiras socialistas defendiam,
Daniel Tygel entende a valorização desses ideais como um salto para o futuro. O fato de alguns
elementos da história passada terem sido esmagados, não significa q devemos ignorá-los, mas
existe uma situação conjuntural completamente diferente de épocas anteriores: vivemos a dimensão
mais aguda da globalização, com concentração de informações em grandes empresas nunca antes vista.
Além da autogestão, eixo fundamental das organizações solidárias, também existe uma preocupação
com o futuro do planeta e a finitude dos recursos .
Portanto, se o consumidor usa seu poder de compra para priorizar bens e serviços gerados a partir
da economia solidária, está contribuindo diretamente para que os modelos econômicos, políticos e
sociais sejam repensados e reconstruídos. Entenda abaixo quais as particularidades desses empreendimentos,
a maneira como se organizam e de que forma você já está envolvido nesse processo.
Fonte:
planeta sustentável
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